sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Historia do Zouk


Zouk ou Lambada?

Hoje em dia dançamos um estilo sensual de música que nos acostumamos a chamar de zouk e aprendemos que ele é um “parente” da lambada, ou como já ouvi muitas vezes, o chamamos de lambada francesa.
Porém zouk e lambada tem uma historia que é interessante conhecer, principalmente para os apaixonados por estes ritmos.
O zouk é um movimento musical que nasceu nas ilhas caribenhas de colonização francesa, e é um termo da língua creole (mistura do francês co

m línguas africanas) que significa festa. Porém, nos seus lugares de origem existe uma forma de se dançar o ritmo zouk que não é a mesma que se dança por aqui. No Brasil aproveitamos esse novo estilo musical para por em prática nossa velha conhecida lambada, que, como música, entrou em decadência há alguns anos, porem nunca morreu como estilo de dança. Prova disso é a adequação dos passos desta modalidade às musicas ciganas do Gipsy Kings.
Dançamos o zouk como se dançava lambada, só que de forma mais lenta e sensual, mas os passos e movimentos são basicamente os mesmos. É claro que como qualquer dança, os passos estão em constante evolução, sofrendo influencias de outros ritmos, o que traz algumas diferenças entre a lambada-zouk de hoje e a lambada de antes, além do que o andamento mais lento do zouk proporciona outras modificações e novos movimentos.

Por Mari Spaziani


resposta para seu comentario

obrigada pelo seu comentario Mah
na verdade eu postei aquela foto do computador de uma amiga e não tenho ideia de onde ela pegou.
mas de qualquer forma fique á vontade p/ copiá-la!
bjos

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

sonetos


SONETO LXX
Se te censuram, não é teu defeito,
Porque a injúria os mais belos pretende;
Da graça o ornamento é vão, suspeito,
Corvo a sujar o céu que mais esplende.
Enquanto fores bom, a injúria prova
Que tens valor, que o tempo te venera,
Pois o Verme na flor gozo renova,
E em ti irrompe a mais pura primavera.
Da infância os maus tempos pular soubeste,
Vencendo o assalto ou do assalto distante;
Mas não penses achar vantagem neste
Fado, que a inveja alarga, é incessante.
Se a ti nada demanda de suspeita,
És reino a que o coração se sujeita.


SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinicius de Moraes

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Alada Bailarina


Sou alada bailarina...
Vivo entre o real e o irreal...
Vivo o amor com toda emoção...

Sou alma livre...
Sou fêmea que ama...
Que dança...
Que vive
Sou toda tua...
Sou tua bailarina...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ferias

Estamos de Férias no ballet!
Espero que todos voltem o ano que vem e que eu possa revelos

Balada das Dez Bailarinas do Cassino

Dez bailarinas deslizam
por um chão de espelho.
Têm corpos egípcios com placas douradas,
pálpebras azuis e dedos vermelhos.
Levantam véus brancos, de ingênuos aromas,
e dobram amarelos joelhos.

Andam as dez bailarinas
sem voz, em redor das mesas.
Há mãos sobre facas, dentes sobre flores
e com os charutos toldam as luzes acesas.
Entre a música e a dança escorre
uma sedosa escada de vileza.

As dez bailarinas avançam
como gafanhotos perdidos.
Avançam, recuam, na sala compacta,
empurrando olhares e arranhando o ruído.
Tão nuas se sentem que já vão cobertas
de imaginários, chorosos vestidos.

A dez bailarinas escondem
nos cílios verdes as pupilas.
Em seus quadris fosforescentes,
passa uma faixa de morte tranqüila.
Como quem leva para a terra um filho morto,
Levam seu próprio corpo, que baila e cintila.

Os homens gordos olham com um tédio enorme
as dez bailarinas tão frias.
Pobres serpentes sem luxúria,
que são crianças, durante o dia.
Dez anjos anêmicos, de axilas profundas,
embalsamados de melancolia.

Vão perpassando como dez múmias,
as bailarinas fatigadas.
Ramo de nardos inclinando flores
azuis, brancas, verdes, douradas.
Dez mães chorariam, se vissem
as bailarins de mãos dadas.

(Cecília Meireles)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Apresentação dia 09/11/08

Dia 09/11/08 foi a apresentação de Don Quixote e de O Quebra Nozes no ballet. aí vão algumas fotos da apresestação:

segunda-feira, 15 de setembro de 2008



A maioria das bailarinas já tem suas maneiras de crescer mais e mais, mas sem você precisa de uma dose de estímulo, é bom ler isto aqui. Eu escrevi a partir do meu próprio crescimento como bailarina, que apesar de lento (quando eu tinha 11, 12 anos e não pensava tanto em ballet), acelerou quando eu me dispus a seguir todas essas regrinhas (de 96 para cá). E cresci até mais do que achava que poderia. :-) E isso ocorre com qualquer um. Vamos lá! Tome essa dose de ânimo e vamos em frente na busca de nossos objetivos!
1. Seja responsável. Só falte às aulas em casos de extrema necessidade.

2. Procure fazer aulas diárias. Com elas o progresso é mais rápido e os músculos ficam mais ativos. É muito ruim chegar 'dura' para a aula, e praticando diariamente isso deixa de ocorrer.

3. Aceite seus erros. Não discuta com o professor, pois ele vê o que você está fazendo e sabe se está certo ou errado. Há muitas coisas que fazemos e não sentimos que é errado, e o professor só quer nosso bem. Não implique com ele.

4. Se no meio da aula o proefssor corrigir alguém, preste atenção e verifique se você também está fazendo o que ele pede. Como já disse, às vezes não sentimos nossos erros, e o professor não tem visão 360º, wnrão antes que ele implique com você, se corrija.

5. Fique atenta a todas as informações que seu professor irá dizer. Abra bem o ouvido e questione tudo. Acrescente alguma informação que você saiba ao debate, e sempre preste atenção nas informações que você acha que já sabe, pois o ballet está sendo sempre atualizado, e você pode ficar ultrapassada.

6. Se supere. Ultrapasse seus limites. Não fique parada no mesmo ponto em que parou no dia anterior. (Lembre-se: O suor é a melhor recompensa que você pode receber após uma aula bem feita.)

7. Estabeleça metas e se esforce para alcançá-las. Ao final do ano verá se conseguiu e se valeu a pena ou não. E com certeza valerá.

8. Nunca pare de tentar executar um passo, mesmo que você canse, desanime ou chore. O sofrimento é necessário. E a conquista de algo após sofrer muito é mil vezes mais recompensador que se você tivesse muita facilidade para executá-lo. E pode ter certeza, se você continuar trabalhando bastante, nunca mais irá deixar de fazê-lo. (Lembre-se: No ballet não existem os termos "não consigo", "não posso" ou "é impossível". Apague-os de sua memória. Uma bailarina nunca deve pensar nisso.)

9. Não desanime se no espetáculo que seu grupo irá apresentar você não pegar o papel que achava que devia. Talvez algo de errado tem ocorrido na hora da definição dos papéis, ou seja você que ainda não está preparada. E por experiência própria posso dizer que dançar sem estar preparada é muito ruim, e não é uma experiência boa (embora aprender com os erros seja fundamental). Você deve estar preparada tanto fisicamente como psicologicamente e emocionalmente.

10. Seja humilde. Não se sobreponha a suas colegas por conseguir fazer algo que elas não fazem ou porque seu papel é mais importante que o delas. Você vai virar a "chata", e talvez se desestimule bastante para dançar quando as pessoas começarem a se afastar de você.

11. No mais, nunca esqueça que está na luta para se tornar uma bailarina! O mais importante é fazer tudo com prazer, com amor, pois tudo feito com amor se torna melhor. Um grande abraço,

terça-feira, 9 de setembro de 2008